quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

10 sugestões para a confraternização não virar um “mico”


Com a proximidade do Natal e do Ano Novo, torna-se quase que uma maratona comparecer às confraternizações que nos convidam e nessa lista de festividades está a aquela que reúne os colegas que compartilham conosco o dia a dia de trabalho. Apesar de saber que encontraremos pessoas conhecidas, amigos mais próximos, esses momentos também nos remetem a tomar determinadas posturas. Afinal, não são raros os casos em que nas confraternizações ocorram alguns "micos" e, no dia seguinte ao chegar à empresa, as pessoas que se tornaram alvo das atenções sintam-se constrangidas diante dos seus pares. Seguem abaixo algumas dicas para evitar constrangimentos nessas ocasiões especiais.

1 - As confraternizações de fim de ano costumam ser animadas e com elas vêm deliciosos acompanhamentos como petiscos ou almoços praticamente irresistíveis. Mesmo para quem esquece o regime nessa época do ano é de "bom tom" não exagerar nas guloseimas, pois há quem ultrapasse os limites e não se sinta bem. Resultado, você terá que deixar a confraternização antes do esperado ou, então, ficar sentado enquanto a digestão faz efeito.
2 - Outra tentação para muitas pessoas são as bebidas com teor alcoólico. Mesmo quem é acostumado a apreciar um bom uísque, vinhos ou é fã da cervejinha, não pode esquecer de que naquela festa estão os colegas de trabalho, gestorores e os diretores da empresa. Não há inconveniente maior do que alguém que fica bêbado e estragar a festa dos demais. Isso sem comentar que quando se está alcoolizado a pessoa pode ter atitudes que a farão ficar, no mínimo, sem graça ao retornar ao trabalho.
3 - Não aproveite esses encontros de fim de ano para tentar ser simpático "ao extremo", se durante o ano todo você sempre teve um comportamento mais contido. Imagine a seguinte cena: seu líder está conversando com representantes de empresas parceiras que foram convidados para prestigiar a confraternização. Nesse momento, chega alguém da equipe e a todo custo tenta "enturmar-se", dando opiniões sobre assuntos que não domina. Em casos mais extremos, existem os que tentam ser engraçados e começam citar toda uma lista de piadas "sem graça". Falar demais pode causar desconfortos e problemas futuros.
4 - Se falar demais é inconveniente, imagine quem vai às confraternizações para "bajular" seus superiores. Abrir a boca para tecer elogios aos gestores, aos dirigentes da empresa é uma péssima estratégia de marketing pessoal. Sem falar que quem é "bajulado" pode sentir-se desconfortável e até mesmo deixar a festa antes do planejado.
5 - Caso seja convidado para uma conversa onde se encontram pessoas do seu convívio e desconhecidos, aceite educadamente. Contudo, antes de comentar algo primeiro escute o teor da conversa para não passar por desinformado sobre assuntos relacionados principalmente à empresa. Seja prudente. Afinal, você também está representando a organização em que atua.
6 - Os eventos sociais são ótimos para fazer novos contatos e aumentar a rede de relacionamentos. Isso, no entanto, não significa que você deva encher os bolsos com cartões de visita e distribuir para todos os que aparecem à sua frente. A troca de cartões pode até ocorrer, mas deve acontecer naturalmente e nunca de maneira forçada.
7 - Nada impede que nas confraternizações as pessoas caprichem no visual, até porque uma boa aparência é sempre bem-vinda. Isso não significa que você deva mudar seu estilo, mas comparecer a um evento da empresa com um decote chamativo, uma minissaia, uma barba que ultrapassa a do "Papai Noel" ou perfumes fortíssimos é pisar na bola.
8 - Quem pode pagar "mico" não é apenas quem comparece à confraternização, mas sim quem organiza a festa. Escolher cardápios adequados ao local e ao horário é aconselhável. Não cai bem, por exemplo, servir pratos considerados pesados para o período da noite. Dentro das suas possibilidades, ofereça um cardápio variado. É bom salientar que isso não significa ter gastos significativos.
9 - Há confraternizações em que os organizadores realizam sorteios e brindes durante. Mesmo que o ambiente seja descontraído, não realize brincadeiras que façam as pessoas pagar "prendas" para receber o presente. Isso pode contribuir para que o "sortudo" torne-se alvo de "mico" diante os colegas. Antes de promover qualquer brincadeira, coloque-se no lugar de quem estará do outro lado.
10 - Outro detalhe importante para quem organiza a festa é divulgar o dia, o local e o horário da confraternização com antecedência. Isso vale tanto para os colaboradores quanto para os possíveis convidados de empresas parceiras. Lembre-se que as pessoas possuem compromissos que nem sempre podem ser desmarcados, apenas porque você fez o convite em "cima da hora".
Patrícia Bispo
(www.rh.com.br)


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os tão ocupados e apressadinhos de Deus


Se há alguém no mundo com todos os motivos para estar sempre ocupado e apressado, certamente seria Deus, pela quantidade de pessoas que recorre a Ele, todos os dias e a todo instante, pelos mais variados motivos. Desde gente que pede para ganhar na mega-sena, até aqueles que pedem para que tal candidato ser eleito, para chover, para fazer sol, para sair aquela promoção, para o chefe ser mandado embora, para a namorada ou namorado voltar, para o guarda rodoviário não usar o bafômetro, para o teste de gravidez dar negativo ou positivo... Uma loucura.
Já perceberam o que ocorre nas partidas decisivas de futebol? No último segundo, o jogador vai cobrar um pênalti que dará o título ao time. De um lado, uma equipe se dá as mãos e orando, pede a Deus para a bola ir para fora ou o goleiro defendê-la. Do outro, a equipe adversária, também de mãos dadas, reza e pede a Deus para a bola entrar. Ou seja, a divergente expectativa de todos inclusive torcedores, é de que Deus pare de fazer tudo o que está realizando pelo mundo inteiro para fazer o atacante marcar o gol ou o goleiro pegar o chute. Pode?
Essa introdução descontraída é para nos fazer lembrar aquele profissional que repete a todo instante:
- Agora não dá! Estou super-ocupado!
- Depois, depois! Agora não dá! Estou super-atrasado!
Uma vez que esse profissional não é Deus - porque Ele sempre dá um jeito de atender todo mundo - conclui-se que o acelerado amigo não tem a menor idéia do que seja administração do tempo.
A exceção das disfunções comportamentais, certamente há quem aja assim por achar que tal postura passa a imagem de um sujeito muito trabalhador e indispensável à firma. Pelos muitos anos que convivi com o mundo corporativo, posso assegurar que metade das atividades que fazem aquele herói correr tanto e estar sempre ocupado, poderia ser facilmente delegada aos membros da equipe. Mas, fazer o que se o homem é centralizador? Estes, parecem nunca ter ouvido ou lido nada também sobre delegação.
No frigir dos ovos, o primeiro prejudicado é o próprio, pois lhe falta tempo para participar de programas de integração com os pares e colegas e, sobretudo de atualização - aliás, é característica sua nunca ter tempo para comparecer aos programas de treinamento e sempre chegar atrasado e bufando às reuniões.
Nem na hora do almoço nosso elétrico profissional relaxa. Quando não come apressadamente um sanduíche na sua mesa de trabalho, ele corre ao refeitório e rápida e literalmente joga a comida mal mastigada na boca. Sem muita conversa, levanta-se e sai quase correndo, pois "tem muita coisa pra fazer e já está atrasado".
É provável que esse profissional alimente a fantasia de que a empresa parará se ele diminuir seu ritmo. Se este for o caso, trata-se de um candidato potencial a um trauma depressivo se um dia for demitido (o que descrevo com detalhes no meu mais recente livro "Demitido: quando é preciso tirar a camisa" (Qualitymark).
Nessas pessoas, preocupa-me muito o comprometimento da sua qualidade de vida. Um tempo precioso a ser curtido com a família e amigos está deixando de ser utilizado e no futuro é mais do que provável que isso traga sérias conseqüências afetivas, psicológicas e sociais. Claro que isso tem solução. Uma adequada reflexão, uma revisão do estilo de vida, um claro entendimento do que é urgente e do que é importante (nem sempre estas condições caminham juntas) poderia ajudar o nosso amigo e estruturar melhor o uso do seu tempo, controlar sua ansiedade e ser mais feliz. Todos ganhariam com essa mudança, inclusive a própria empresa.
Pena que geralmente esse profissional não tem tempo para pensar nessas coisas - muito menos em Deus. Certamente ele nem lerá este artigo: afinal, como sempre, tem um monte de coisas à sua espera e ele já está muito atrasado...

Floriano Serra
 (www.rh.com.br)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

10 razões para divulgar informações aos colaboradores


O fluxo de informações seguras no ambiente organizacional é um diferencial significativo para qualquer empresa e fecha as portas para os boatos que, normalmente, geram resultados negativos para as organizações. Isso porque não existe quem consiga trabalhar tranquilo, ouvindo rumores "preocupantes" como, por exemplo, que haverá demissão em massa ou até processos de inovação que exigirão quebras de paradigmas. Abaixo, destaco algumas razões, para que a empresa mantenha sempre uma comunicação interna eficaz com seus profissionais.
1 - Não há nada mais desconfortável do que chegar ao trabalho e escutar existe a possibilidade de que ocorram desligamentos em curto e médio prazo. Isso faz com que o mais dedicado profissional desvie sua atenção das atividades laborais para ficar com aquele terrível pensamento em sua mente: "Serei o próximo?". Certamente, a produtividade será prejudicada.
2 - Quando um boato ganha forças dentro da empresa, ele ultrapassa os portões da companhia. Como? Basta apenas o colaborador seguir para sua residência e a preocupação irá acompanhá-lo. E quando isso ocorre, além do sofrimento gerado ao profissional, a sua família também sentirá os reflexos negativos, porque ele chegará estressado e provavelmente passará a tensão para o cônjuge e os filhos. Resultado: a qualidade de vida cai tanto no ambiente de trabalho quanto no campo pessoal.
3 - Se um boato é capaz de abalar um funcionário, também tem "força" para se estender entre os demais profissionais que atuam na empresa. O reflexo será perceptível pelos gestores a "olho nu", pois sentirá que as pessoas estão tensas, com a mente longe (presenteísmo) e quando têm oportunidade conversam de forma "desconfiada".
4 - Uma vez instalado um boato em um departamento, é questão de dias ou mesmo horas para que o mesmo se propague em outros setores e todos sejam contaminados pelo sentimento de medo e de dúvidas sobre "como será o amanhã?".
5 - Enquanto há aqueles profissionais que se limitam a desperdiçarem suas horas de trabalho com o "disse me disse" que percorre toda a empresa, existem outros que não perdem tempo e logo entram em contato com a rede de relacionamentos. O motivo? O surgimento de novas oportunidades que podem ser abraçadas, antes mesmo que o barco afunde. Com isso, a empresa perde talentos que farão significativa diferença para o negócio.
6 - É bom lembrar que quando um profissional desliga-se de uma organização, ele leva consigo toda a bagagem de conhecimento adquirida ao longo do tempo em que atuou na empresa. E até que alguém preencha a vaga em aberto, a companhia perderá tempo e gastos com uma nova seleção.
7 - Contudo, a questão acima pode ser evitada. É bom não cair no esquecimento de que uma boa comunicação não apenas ajuda a reter talentos, mas também atrair outros profissionais que agreguem valor ao negócio. Hoje, observa-se uma preocupação de muitos profissionais em fazerem parte de uma organização que proporcione segurança e clareza sobre assuntos relacionados ao ambiente corporativo e nunca os deixe com "nuvens escuras" sob suas mentes.
8 - Mas como evitar que rumores afetem o equilíbrio corporativo? Nesse momento, os canais de comunicação da empresa devem ser considerados "pontes" estratégicas entre empresa e funcionários. Através de murais, informes periódicos, intranet, e-mails corporativos é possível garantir uma comunicação clara, efetiva e assegurar a credibilidade da companhia diante seu quadro funcional.
9 - Vale lembrar que os canais de comunicação também são representados pelos gestores. Ou seja, através das lideranças as informações chegam aos colaboradores sem distorções que comprometam a rotina de uma companhia. É de grande valor a relação face a face de forma contínua e não esporádica.
10 - Quando a empresa mantém uma comunicação clara com os seus talentos, a organização também fortalece o relacionamento com todos seus stakeholders. Isso acontece porque os profissionais mantêm contato direto os stakeholders, e esses sentem a segurança ou não de quem atua na corporação.

Patrícia Bispo

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

10 dicas para não ficar isolado da equipe


Há momentos em que o profissional olha para os lados e pode deparar-se com uma realidade nada agradável: O que está acontecendo comigo? Não sou mais convidado para almoçar pelos meus colegas. Quando acontece alguma comemoração, nunca me convidam e se o fazem, não sempre é na última hora. Quando há alguma novidade, ninguém chega para comentar comigo. Meus colegas que antes paravam para conversar comigo, agora, só dão um bom dia apressado. Nada é como antes. Ou será que eu mudei?
Infelizmente, muitos profissionais vivenciam situações semelhantes e até mesmo mais complicadas, quando chegam ao ambiente de trabalho. No entanto, o motivo desse problema, desse isolamento que se criou em torno da pessoa pode ser comparado a um copo d'água que foi enchendo aos poucos e transbordou. Com a correria do dia a dia, muitas pessoas deixam determinados fatores interferirem no seu comportamento e o reflexo surge quando os seus pares o evitam. Vejamos agora, algumas dicas de como uma pessoa pode agir diante de um fato similar e voltar a interagir com a equipe.
1 - Isso pode parecer bobagem para muitas pessoas, mas não é nada agradável dar um "Bom dia!" a alguém e aquela pessoa não corresponder ao seu cumprimento. Lógico que não é todo dia que se está disposto a mostrar toda a sua "arcada dentária", mas quando se ignora repetidas vezes a saudação de alguém, é provável que na próxima vez seu colega prefira baixar a cabeça e não dar uma só palavra.
2 - Se alguém tem o hábito de cumprimentá-lo, não espere apenas que a pessoa tome a iniciativa. Mostre receptividade e, garanto, dar um "Bom dia!" ou um "Olá! Tudo bem?", não fará mal algum. Pode ser que naquela determinada manhã, seu colega esteja com algum problema pessoal e está tão preocupado que nem se deu conta de que passou por você.
3 - É muito comum que as pessoas vivam um ritmo cada vez mais acelerado e há ate mesmo quem prefira não sair do trabalho para almoçar, pois trouxe algo leve para substituir uma refeição e ganhar tempo. Por esse motivo, se alguém o convidar para almoçar e não seja possível acompanhá-lo, agradeça. Mas também, apresente um argumento simpático e como "Hoje, estou de dieta. Exagerei muito no final de semana. Almoçamos numa próxima oportunidade".
4 - "João, você pode me dar uma opinião sobre esse e-mail que formulei para um novo cliente?". "O quê?", nem pensar e pare de ser preguiçoso. Se alguém pede a sua ajuda e você mostra que a receptividade é "zero", as chances do seu colega de trabalho procurá-lo para pedir ajuda também será "zero". Lembre-se que um dia, você também poderá precisar de ajuda. Por essa razão, caso esteja muito ocupado, uma boa alternativa é responder: "Vejo contigo, daqui a pouco. Pode ser?".
5 - Quando for atender aquela pessoa que solicitou a sua ajuda, seja discreto. Para ensinar algo a um colega de trabalho não precisa tocar "trombones", para mostrar a todos você salvou aquele profissional e fazer uma bobagem, cometer um erro. E ao apresentar sua sugestão, mostre-se aberto para a troca de ideias. São incontáveis os casos de duas pessoas que possuem opiniões diferentes, mas que quando sentam para conversar sobre o assunto, chegam a um consenso totalmente diferente do que poderiam imaginar. Tenha sempre em mente que o aprendizado é mútuo.
6 - Caso você seja considerado o mais experiente da equipe, não significa que é o dono da verdade. Quando participar de alguma reunião, por exemplo, antes de expressar sua opinião, saiba ouvir o que a outra parte tem a dizer. Espere o colega terminar a apresentação e coloque mostre seus questionamentos com respeito ao trabalho do outro. Quem escuta o que os outros falam, tem mais chances de apresentar argumentos plausíveis para novas propostas.
7 - Cada pessoa tem um jeito próprio de lidar com seus objetos pessoais, inclusive no ambiente de trabalho. Isso faz com que alguns teoricamente sejam organizados e outros nem tanto. Quando se está na correria, é possível que precisemos pegar uma caneta, uma tesoura emprestada, mas o colega da mesa ao lado está no atendimento a um cliente e vai demorar. Caso realmente precise do objeto dele, depois de usar devolva e agradeça. O respeito ao espaço dos outros é fundamental para um bom convívio.
8 - Ninguém mais conversa com você? Por quê? Faça essa pergunta a você mesmo e veja se você tem sido receptivo às conversas que surgem no dia a dia. Para um pai que vê seu filho aprender a andar é uma felicidade e nada mais natural do que compartilhar essa alegria com alguém. Imagine a cena: "João, meu filhinho aprendeu a andar sozinho!". "E eu com isso?". Uma resposta dessas nem merece comentários. Reveja as respostas que você tem dado aos seus colegas, para assuntos que são de extrema importância para eles.
9 - Sempre ouvi a seguinte frase: "Gosto não se discute". Caso algum colega chegue ao trabalho com um visual novo e diferente daquele que você estava habituado a ver, não estimule uma "saudação de choque" do tipo: "O que aconteceu com você?". Confesso que já aconteceu comigo: tentei mudar a cor dos meus cabelos e ao invés de conseguir um tom mais claro, fiquei com uma mancha em tom roxo bem no centro da cabeça. Na segunda-feira, um dos meus colegas chegou e me olhou desconfiado. Comecei a rir e perguntei se ele tinha visto algo diferente. Educadamente, disse que notou que eu estava um pouco diferente e comecei a rir. Confessei: "Está horrível.... Errei o tom da tinta e tenho que esperar uma semana para não ter queda de cabelos". Ele sorriu e suspirou aliviado.
10 - Quebra de paradigmas não se faz da noite para o dia. Independentemente da geração que você pertença, é preciso saber conviver com pessoas que possuem visões diferenciadas das suas. Hoje, as organizações valorizam a diversidade como ponto de partida para a disseminação do conhecimento e o estímulo à criatividade. Se seu líder é bem mais novo do que você ou vice-versa, por que criar barreiras apenas porque no final de semana alguém adora ir a um pagode agitadíssimo e você prefere um passeio com a família? O que importa mesmo é como vocês administram o relacionamento na empresa e compartilham conquistas e fracassos na rotina do trabalho.

Patrícia Bispo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O relacionamento entre as pessoas pode ser melhor


As pessoas são diferentes. É tão óbvio que nem atentamos para isto. Se levarmos esta afirmação a sério será muito importante para nossos processos de comunicação e de relacionamento pessoal, pois poderemos viver melhor com aqueles que nos rodeiam. Teremos menos preocupações e raiva, contudo mais alegria.
Entendendo que os outros são diferentes de nós, teremos mais apoio em tudo que precisamos e muito mais possibilidades de satisfazer nossas necessidades de convivência social, de pertencer a determinados grupos, de sermos reconhecidos, estimados e apreciados.
É impossível mudar o mundo e as pessoas, ajustando tudo e a todos ao que consideramos ideal e, isso certamente, seria uma grande pretensão de nossa parte. Então, por que não começamos a mudar nossos comportamentos? Isto é possível. Contudo, dependerá de uma questão de domínio interior, perfeitamente viável, desde que saibamos o que queremos, compreendamos o mecanismo e a natureza de nossa percepção. Então, vislumbraremos com clareza, os benefícios que teremos. Mudar depende de nós.
Aprendemos ao longo de nossas vidas a vermos de maneira orientada através da nossa cultura, representada pela influência do ambiente em que vivemos, dos lugares que frequentamos, dos nossos pais e parentes, dos amigos e até mesmo dos inimigos. Percebemos o mundo através de nosso referencial.
Como tudo que é aprendido, pode ser aprimorado. Por isso devemos melhorar, aumentar nossa capacidade de ver, ouvir e sentir. Tudo isso é essencial para nosso inter-relacionamento pessoal.
Melhorando a nossa percepção, estaremos desenvolvendo também a capacidade de uma estreita relação entre as pessoas da equipe. Podemos ser melhores a cada dia para, então, formar uma equipe coesa na organização em que estamos envolvidos.
Tanto se fala em qualidade de vida, mas é fundamental que essa mesma qualidade comece em nosso trabalho, afinal não é fácil acordar todos os dias e sair rumo a um martírio. Por outro lado, para ser bem-sucedido é condição básica gostar do que se faz. Ninguém tem sucesso atuando em algo que odeie ou, então, trabalhando sozinho. Temos quer ser uma equipe
Portanto, pense bem se o que você está fazendo hoje é o que realmente desejará fazer amanhã. Se, porventura, chegar à conclusão que sim, então, dê o melhor de si e não tenha medo de sonhar e realizar o que deseja. Afinal, você já está no caminho certo. Se você chegar à conclusão de que não é o que realmente quer para sua vida, faça o possível para mudar. Procure o que quer para si independente do que os outros achem ou pensem, porque você está no caminho errado e isso irá prejudicá-lo cedo ou tarde.
As grandes caminhadas se fazem dando um passo de cada vez. Inicie a jornada conhecendo sua equipe, faça perguntas, preste atenção no dia a dia e. Com certeza, você terá informações valiosas sobre o caráter, o gênio, as particularidades, o comprometimento e o humor das pessoas.
Depois, monte um perfil de cada membro com: qualidades, pontos fracos ou fortes e o que o faz dar o melhor de si. A partir daqui você trabalhará com os incentivos e os objetivos a serem alcançados.
Sempre será um desafio encontrar o equilíbrio entre: eficiência X remuneração e resultados X motivação. Mas é justamente neste meio que nós, os líderes, devemos utilizar de nossos truques e nossas armas para manter a equipe motivada e produtiva.


Patrícia Pessotti
(www.rh.com.br)

Pense antes de agir


É sabido que agilidade é uma das competências valorizadas no mundo profissional. No entanto, em muitas situações, agilidade tem sido confundida com imediatismo.
Há muitas ocasiões que exigem uma tomada de decisão rápida. Neste momento, distinguem-se dois tipos de pessoas: os imediatistas e os ágeis. Os primeiros, acreditando-se ágeis, são reativos, agem por impulso. Suas decisões e ações contemplam o curto prazo e, na maioria das vezes, carecem de uma visão mais analítica da situação. Não sabem que não sabem. Sua decisão pode trazer um ganho imediato, momentâneo, mas consequências futuras não são levadas em consideração. Em muitos casos, arrependem-se mais para frente da decisão que tomaram.
Os segundos, são táticos e ponderados. Têm mais recursos, experiência, consultam, questionam. Não demoram para agir, entretanto, antes analisam as melhores opções e decidem considerando o reflexo da sua decisão a longo prazo.
Rapidez é uma habilidade importante. Só que rapidez sem embasamento pode fazer você saltar no abismo.
Qual dois dois é você?

Ilana Berenholc

(www.vocesa.abril.com.br)

Os detalhes que só os vencedores percebem


Você já parou para pensar o quanto a nossa vida pode ser impactada por pequenos detalhes? Muitas vezes não damos a menor importância às pequenas coisas, mas são elas que nos impulsionam para os grandes acontecimentos da vida.
Na segunda-feira, você vai almoçar no restaurante do shopping e depois resolve caminhar pelo mall. Você, provavelmente, caminha lentamente por um piso extremamente limpo e polido - a ponto de lhe causar a falsa sensação de que caminhar rápido pode não ser seguro. Daí você aprecia as vitrines das lojas com tranquilidade e com mais probabilidade de comprar algo por impulso.
Na terça-feira (seu dia de folga), no meio da tarde, você resolve ir ao supermercado. Não há muitos clientes comprando, e provavelmente estará tocando uma música bem suave de fundo, para que você se acalme e caminhe sem atropelos. Com isso, você terá mais tempo para admirar as mercadorias expostas e, quem sabe, comprar algo a mais.
No sábado, você se dá conta de ter esquecido algo que usará para o jantar e volta ao mesmo supermercado - que desta vez está muito mais movimentado. Daí, uma música do tipo Rock'n Roll tocará em alto e bom som para motivá-lo a movimentar-se mais rapidamente pelos corredores e assim evitar o congestionamento no interior do estabelecimento.
Detalhes? Não deixam de ser, mas também são estratégias poderosas que, de alguma forma, influenciam o nosso comportamento de consumidor. Você pode estar se perguntando: o que isso tem a ver com a performance de vendas da minha equipe? Tudo! Pois se somos influenciados enquanto consumidores, podemos, também, influenciar enquanto vendedores. Logo, sugiro que você observe os detalhes de sua equipe e dos consumidores, a fim de servi-los melhor.
A Bíblia nos ensina: "suportai-vos uns aos outros". Daí eu lhe pergunto: você costuma dar suporte aos seus colaboradores para ajudá-los a atingir as metas ou é do tipo que só cobra resultados? Que tipo de suporte você costuma oferecer a eles: companheiro no sucesso ou nos momentos críticos também? Você tem acompanhado as visitas de vendas? Você costuma apoiá-los nas fases de atendimento e negociação com o cliente ou só quer tomar conhecimento das vendas?
Lembre-se da passagem bíblica que diz: "suportai-vos uns aos outros". Suportar significa mais que tolerar, é também sustentar, ou seja, aparelhar o seu ombro com o do seu colaborador, dando-lhe apoio para ajudá-lo a conseguir o que sozinho seria impossível.

Evaldo Costa